[Resenha]: O Último Dos Canalhas - Loretta Chase

10 março 2016

Sinopse: O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insen- satos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a der- rota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.


Hey gente! Novamente, depois de anos luz, voltei com mais uma resenha e mais um romance de época. Com a vida nada fácil, essa última greve não deixou nada tranquilo e nem favorável, me enrolei toda pra conseguir ler esse livro, mas foi (amém Senhor!).

O Último dos Canalhas faz parte de uma série de livros Scoundrels (Canalhas) da autora Loretta Chase, no Brasil é o segundo livro da série a ser publicado, o primeiro fora O Príncipe dos Canalhas (resenha aqui), mas originalmente é o quarto livro da série.

Confesso que não consegui deixar de fazer comparações e o fato de ter amado o primeiro livro de paixão me levou a criar tantas expectativas para esse que senhor, nem o samu me ajudava a terminar de ler. Não sei se o problema sou eu, mas vi tantos comentários positivos que to me achando a Evil Queen – #teamRegina! – pior ter tido vontade de abandonar o livro a cada página. Vamos ao que interessa.

“Pelo que falavam, o duque Ainswood era um dos libertinos mais depravados, inconsequentes e teimosos listados no Nobiliário de Debrett, o que não era um feito pequeno, levando-se em conta o estado lamentável da aristocracia atual.”

O livro conta a história de Vere Mallory e Lydia Greenville. Considerado, literalmente, O Último dos Canalhas, já que sua família é conhecida pela produção de canalhas ao longe de toda sua história e geração, Mallory, carrega com louvor o DNA de um verdadeiro e legítimo canalha, obrigada. Com uma linha de sucessão enorme e o desejo de aproveitar a vida permitiu a Vere que conquistasse sua fama com louvor, entretanto a vida sempre trata de dar um tapa na cara e nos trazer a realidade e fora isso que ocorreu. Mallory enterrou o primo e melhor amigo, penúltimo na linha de sucessão, e em seguida seu primo de 9 anos, o qual o mesmo se apegou demais, adquiriu uma doença que o levou a morte. Assim, era chegado o tempo de assumir o ducado e lidar com as responsabilidades, mas não foi bem isso que ocorreu, já que fugir era ao seu ver tornou-se a melhor opção.

“Não podia operar milagres e curar tudo o que as afligia, mas podia fazer por elas o que não pudera fazer pela mãe e pela irmã: podia falar por elas. Nas páginas da Argus, suas vozes eram ouvidas.”

Lydia Greenville é típica mocinha de romances de épocas: avançada demais para sua época. Independente, autossuficiente, e com algo que me chamou a atenção, seus ideais e pensamentos são totalmente feministas, Lydia me impressionou durante quase todo instante na história, com suas respostas e atitudes rápidas ao se tratar de se defender e defender outras mulheres do machismo -socar o querido canalha, Duque Aiswood, na frente de todos assim que se conheceram conta, não conta? 

“A vida não era nenhum conto de fadas. Na vida real, Londres assumia o lugar de palácio de sua imaginação romântica juvenil. As mulheres e crianças esquecidas eram suas irmãs e sua prole, toda a família de que ela precisava.”

Assim como nós nos dias de hoje, Lydia teve que provar que era capaz de exercer o cargo de jornalista escrevendo uma das melhores matérias, ainda que nem sempre estas venham ser reconhecidas como deveria, para o jornal que trabalha. Matérias essas sobre exploração e prostituição de menores, o não reconhecimento paterno e por aí vai (nada muito diferente do que vemos hoje, não é mesmo?). Entretanto não é só disso que uma jornalista consegue sobreviver, então a mesma escreve com um codinome, masculino, as aventuras de ‘A Rosa de Tebas’, história essa que deixa toda a cidade ansiosa por mais, até mesmo aqueles que não são leitores assíduos. E é no dia que o mordomo de Aiswood apresenta a história para ele que os dois se conhecem, assim já dá pra imaginar que por aí vem muitas brigas, aventuras, fofocas e romance.

“Na verdade, os dois sempre haviam sido impiedosos um com o outro. Sempre tinham trocado insultos e socos. Era como se comunicavam. Era como expressavam afeto e compreensão.”

Então, como disse antes esse livro me decepcionou bastante, talvez por que ter criado muita expectativa por ter tido uma boa experiência antes, ou talvez esse não era o meu momento. Achei a história clichê demais, maçante, repetitiva, já que inúmeras vezes eu via a clara repetição das cenas de O Príncipe dos Canalhas na versão Lydia e Mallory; a cada página eu me sentia passando por uma morte lenta. Não, essa não foi uma leitura fácil.

Não sou tão má assim e por isso vou listar umas coisinhas e curiosidades legais sobre a história.

1. Nanda quis me matar porque essa resenha nunca acontecia (sorry miga!);

2. A história em n momentos me parecia mais uma representação dos dias de hoje, o que me fez ver que não evoluímos em nada;

3. Esse é o primeiro mocinho canalha que não me apaixonei;

4. Tem muita presença do nosso amado Lorde Belzebu sim;

5. A história tinha tudo pra ser u-a-u-!, mas ficou faltando algo que ao meu ver a deixou parada;

6. Fiquei confusa diversas vezes enquanto lia;

7. Eu acho que não listei praticamente nada de positivo, mas ok;

8. Achei legal a referência, ainda que escondida, de alguns pontos do movimento feminista (Girl Power!);

9. Os quotes são incríveis, mais só coloquei alguns.


Bem, é isso. Espero que vocês gostem e me digam se gostaram da história, o que mais chamou a atenção de vocês, e o que acharam da resenha. Contem-me tudo e até a próxima! xx

O Ultimo dos Canalhas
TÍTULO ORIGINAL: THE LASTION HELLION
Ano: 2015
Nº de Páginas: 304
Idioma: português 
Editora: Arqueiro

4 comentários:

  1. Cara, sou louca por romances de época, mas ainda não li nenhum da Loretta Chase. Quero muito começar por o príncipe dos canalhas, só ouço falarem bem dele.
    RI muito com "ele foi o único canalha que não me apaixonei". Hehehe
    Beijo, Carol.
    carolthetwentiesgirl.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Carol! Como já deve ter percebido, eu sou a louca dos romances de época, e foi tão triste não ter me apaixonado por esse.
      Super recomendo a leitura de Príncipe dos Canalhas, tenho certeza que você na o vai se arrepender.
      Muito obrigada pelo comentário, xoxo

      Excluir
    2. Oi Carol! Como já deve ter percebido, eu sou a louca dos romances de época, e foi tão triste não ter me apaixonado por esse.
      Super recomendo a leitura de Príncipe dos Canalhas, tenho certeza que você na o vai se arrepender.
      Muito obrigada pelo comentário, xoxo

      Excluir
  2. Cara, sou louca por romances de época, mas ainda não li nenhum da Loretta Chase. Quero muito começar por o príncipe dos canalhas, só ouço falarem bem dele.
    RI muito com "ele foi o único canalha que não me apaixonei". Hehehe
    Beijo, Carol.
    carolthetwentiesgirl.blogspot.com

    ResponderExcluir

Muito obrigada pela visita! Eu respondo por aqui mesmo ou pode deixar o link do seu blog que eu visito você :) Espero que você volte logo! Nanda ;)