Resenha: À Procura de Audrey - Sophie Kinsella

09 julho 2015

Sinopse: Audrey, 14 anos, leva uma vida relativamente comum, até que começa a sofrer bullying na escola. Aos poucos, a menina perde completamente a vontade de estudar e conhecer novas pessoas. Sem coragem de sair de casa e escondida por um par de óculos escuros, a luz parece ter mesmo sumido de sua vida. Até que ela encontra Linus e aprende uma valiosa lição: mesmo perdida, uma pessoa pode encontrar o amor.

Oi pessoal! Hoje finalmente vou falar de À Procura de Audrey da Sophie Kinsella pra vocês! Queria muito colocar essa resenha no ar e compartilhar o que eu achei da leitura. A Sophie é super conhecida pelos seus livros que nos fazem gargalhar e por descrever situações embaraçosas inimagináveis que eu adoro. Então eu fiquei super curiosa para saber como ela iria abordar temas tão delicados no seu o primeiro YA. Mesmo com todas essas novidades, é muito fácil reconhecer a narrativa e o humor característicos da autora. O livro está com o lançamento previsto para o final de julho, então achei que já estava na hora de liberar essa resenha :D


Para tirar você dessa agonia, aqui está o diagnóstico completo - Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno de Ansiedade Generalizada e Episódios Depressivos.

Depois de passar por alguns problemas na escola, o transtorno de ansiedade começa a bagunçar a vida da Audrey, que só tem 14 anos. Faz meses que ela mal consegue colocar os pés pra fora de casa, olhar nos olhos de alguém então, nem pensar. Mas ela está progredindo lentamente com a ajuda da Dra. Sarah, que sempre assegura Audrey que mesmo que as coisas aconteçam devagar, o progresso é constante e é isso que importa.



Ela definitivamente não gosta quando Linus, o amigo de seu irmão Frank, vem à sua casa para jogar no computador, ela fica nervosa, inquieta e pensando demais em tudo. Entretanto, ele consegue encontrar uma forma segura de se comunicar com ela através de notas de papel e eles ficam amigos. Audrey consegue falar dos seus medos e expressar seus pensamentos com Linus de uma forma que ela não consegue com ninguém na sua família desde que tudo começou. Linus é fofo demais e entrou para o meu Top Cute Book Boyfriends haha. 

Conforme o tempo vai passando, o seu relacionamento com Linus evolui e com a ajuda dele, da sua família e dos deveres de casa da Dra. Sarah, Audrey começa a melhorar e perceber que a escuridão que ela vive pode ter fim.

O problema é que depressão não vem com sintomas convenientes como manchas ou alta temperatura, então você não percebe logo de cara. Você continua dizendo ‘eu estou bem’ para as pessoas quando você não está bem. Você pensa que você deveria estar bem. Você continua dizendo para si mesmo: ‘Por que eu não estou bem?

Uma das melhores coisas nesse livro é a família da Audrey, eles são malucos e barulhentos, mas daquele jeito que todas as famílias são: com discussões comuns entre pais e filhos, ao mesmo tempo que eles deixam transparecer amor e preocupação uns com os outros.

A mãe dela é uma figura, ela lê o jornal Daily Mail todos os dias e sempre fica neurótica com alguma informação nova. A obsessão que nós acompanhamos durante o livro acontece depois que ela lê um artigo chamado "Os Oito Sinais De Que Seu Filho Está Viciado Em Jogos De Computador", e como Frank passa madrugadas online jogando Land of Conquerors (que pela descrição eu acredito que tenha sido uma referência à World of Warcraft), já dá pra imaginar né? Nós somos presenteados com diálogos hilários onde eu ficava o tempo todo do lado do Frank, super indignada com as atitudes da mãe deles, que no final das contas só faz você lembrar da sua própria mãe :p

Por que sempre tem que ser sobre matar? Se eu fosse designer de um jogo ele seria centrado em torno de ideias. Política. Questões. Sim! Quero dizer, por que não?’ Eu posso ver o cérebro dela se incendiando com cada ideia nova. ‘Que tal um jogo de computador chamado Debate? O elemento competitivo poderia ser mantido, mas você pontua debatendo!' 
‘E é por isso que nós não somos zilionários,’ eu digo, como se eu estivesse falando com uma terceira pessoa.

Eu amei amei demais esse livro! Sophie não é uma das minhas divas do chicklit à toa, esse livro entrou para os queridinhos que eu quero reler quando puder. Ela nos mostra que o tratamento e a recuperação para esses transtornos são longos processos em que você avança e recua, e que isso é normal e parte de um trabalho contínuo. 

Eu acho que o que eu percebi é o seguinte, a vida é feita de subidas, e então você escorrega, e levanta de novo. E não importa se você escorrega. Contanto que você esteja indo mais ou menos pra cima. Isso é tudo o que você pode querer. Mais ou menos pra cima.

Acho que À Procura de Audrey se tornou o meu livro favorito da Sophie (até hoje hehe). É fofo, tem um bom equilíbrio entre as doses de humor e realidade, e nos mostra um olhar honesto na vida de uma adolescente que tem transtorno de ansiedade. Ela consegue trazer uma leveza sem nos deixar esquecer da seriedade do assuntos abordados, falando de bullying, transtornos, problemas de todas as famílias e um pouco de romance pra gente suspirar ♥


À Procura de Audrey
Título Original: Finding Audrey
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Galera Record
N° de Páginas: 336
Ano: 2015

5 comentários:

  1. Me interessei por esse livro desde a primeira vez que vi a capa dele. Lendo sua resenha só confirmo meu interesse <3 Acho interessante autores colocarem à tona temas sérios e importantes em seus livros, mas com um tom diferente, com humor ou tragicomédia. Gostei muito de saber que ele é assim, nunca li nada da Sophie, então acho que esse livro seria um bom começo ><

    Beijos
    http://mon-autre.blogspot.com.br/

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  2. Oi, Fê! Sua linda <3
    Vou parar de ler tuas resenhas. Sério! Não dá. Estou desesperado por esse livro agora. Adoro chick-lit e adoro a Kinsella assim como você. Imagina, então, meu desespero para poder ler esse livro o mais breve possível.
    Acredito que irei amar assim como você. Possui uma premissa muito atraente e elementos que adoro nas histórias.
    PRECISO PRA ONTEM!
    Parabéns pela ótima resenha! (Mais uma, na verdade.)
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.blogspot.com

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  3. Nossa, acho que esse livro devia estar em todas as escolas, viu?
    Sem exceções. É muito importante ter um livro que conte histórias de adolescente, para adolescente e traga essa temática de uma forma leve... : )

    Beijos,
    Fernanda Priscila.
    www.mudeimodei.com.br

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  4. Oi Fernanda!
    Eu nunca li nada da Sophie Kinsella porque não gosto de chick-lits, mas gosto de YAs entaão para esse livro quem sabe eu dê uma chance um dia :)
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  5. Olá Fernanda,

    Não li nada da autora ainda, mas leio críticas positivas dos seus livros, que bom que tenha gostado, gostei de saber a sua opinião....bjs.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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