Resenha: A Última Nota de Felipe Colbert & Lu Piras

19 fevereiro 2015

Sinopse: Quando Alícia Mastropoulos se apresenta pela primeira vez como a principal violinista na Orquestra de sua Universidade, ela não tem ideia dos acontecimentos que este fato desencadeará. Decidida a tocar uma composição inédita deixada por seu falecido avô em vez da música programada, ela se emociona e erra a última nota, mas ninguém parece perceber. No dia seguinte, recebe a notícia que um jovem desconhecido é encontrado no coreto próximo ao local da apresentação e levado para um hospital. Quando acorda, ele não se lembra de nada, apenas chama pelo nome dela. Ele, o belo e misterioso rapaz de olhos azuis, é exatamente o que Alícia precisa evitar. Porém, a aproximação entre os dois se torna inevitável quando ela descobre que sua avó, Cecília, tomando conhecimento do caso, hospedou-o e ainda lhe deu o nome de Sebastian. Preocupada, Alícia pede que sua avó o afaste de casa, antes que a situação traga problemas para sua família e para o seu namoro com Theo. Percebendo a relutância da avó e incomodada com a proximidade cada vez maior de Sebastian, Alícia decide apressar o noivado com Theo, para a satisfação de seus pais, que veem com bons olhos um casamento entre duas famílias tradicionais gregas. Só que, aos poucos, ela começa a descobrir uma intensa atração pelo rapaz desconhecido, que a levará a entender, enfim, o mistério que o envolve, a resgatar histórias do passado e a tomar importantes decisões para o futuro.

Primeiramente, eu gostaria de avisar que tenho uma queda enorme por livros que apresentam, dentro de uma história de romance, uma cultura/religião diferente do que estamos acostumados. Acredito que é uma forma maravilhosa de aprender mais sobre o mundo! Então, nem preciso dizer que vou puxar muito o saco desse livro, né? Ok, avisos á parte... A história pode ser definida em três elementos: romance água com açúcar, mocinho dos sonhos e um mistério que, particularmente, é o que não o torna tão clichê.

Seu olhar continuava a me explorar, profundo e perigoso como um abismo, infinito e pacífico como um oceano. Fosse o abismo ou o oceano, eu já havia mergulhado e podia ver meu reflexo neles. 

A família de Alícia é grega tradicional e fazem questão de honrar essa cultura, mas a protagonista, por mais que respeite suas origens, não se sente tão ligada quanto os seus pais. E isso se torna o grande obstáculo da personagem que faz faculdade de música sem o apoio dos pais e vive em um relacionamento com Théo quase que por obrigação. Em um concerto, Alícia toca a música composta pelo seu avô e erra a última nota. Logo depois, a sua vida fica de cabeça pra baixo quando, misteriosamente, aparece um garoto chamando pelo seu nome.


O livro é todo narrado na visão de Alícia e os autores optaram por não explorar histórias secundárias. Então as 260 páginas é só em torno da personagem. Há um humor em alguns momentos, mas é bastante notável o predomínio do romance. Confesso que em certos momentos a personagem me irritou, principalmente na forma como tratou as pessoas ao redor dela, me soou um pouco mimada e personagem mimado tem que ter uma boa justificativa pra ser assim (hahaha). Me apaixonei por aprender os nomes das comidas típicas gregas, a tradição do casamento grego e também algumas músicas gregas foram citadas. Nem preciso dizer que já marquei tudo e vou pesquisar no Google :D



3 comentários:

  1. Oi Dani! Essa capa é linda né??
    Não tinha muita curiosidade por esse livro, mas tbm nunca me aprofundei e procurei por resenhas dele. Achei legal isso de uma outra cultura, eu tbm gosto, e daria uma chance ao livro por causa disso ;)

    xoxo
    http://www.amigadaleitora.com/

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  2. Danizinha ,que orgulho de vê vocês aqui hahah . Então , eu adoro livros que nos permitem conhecer cultura/religião diferente , eu já tinha um quedinha por esse livro e uma vontade de lê-lo a algum tempo . Mas confesso que agora que você destacou esse ponto da cultura/religião a minha vontade só aumentou.

    ps.: Amei as fotos *-*

    Beijos , Anna

    http://www.amigadaleitora.com/

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  3. Oi Dani,
    Sabe q tbm nao tenho paciência para personagem mimado? Sério, começo a me exasperar, e chega um ponto q tudo o q o sujeito faz me incomoda rsrs
    Sempre vejo mtos elogios a ambos os autores, mas ainda n li nada deles. Preciso corrigir a falha, né?
    Abraço,
    Alê
    www.alemdacontracapa.blogspot.com

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