Resenha: Sete Dias Sem Fim de Jonathan Tropper

19 julho 2013

Oi gente!! Tô devendo resenha pra você há um tempo né?! Mas NADA TEMAM! haha tudo voltará ao normal, assim espero...Bom! Para vocês verem que nem tudo na minha vida são romances e chick-lits hehe, hoje eu vou resenhar Sete Dias Sem Fim pra vocês, ou melhor, vai ser mais um desabafo, de tanto que esse livro me afetou :) Vamos lá?

* Este livro foi gentilmente cedido pela Editora Arqueiro para resenha, muito obrigada Arqueiro!

Sinopse: Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer. Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor. Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete dias sem fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. 
O Judd é um cara normal, que tem um bom casamento e um bom emprego, ou pelo menos ele acha isso. Um belo dia, ele chega em casa mais cedo do trabalho para surpreender a sua esposa Jen com um cheesecake para comemorar o seu aniversário de 33 anos. Dizer que foi ele que teve uma surpresa seria uma grande atenuação dos fatos.

"Não há nada na vida, nada mesmo, que nos prepare para a experiência de ver nossa mulher trepando com outro homem. É um daqueles acontecimentos surreais que imaginamos em um ou outro momento, mas sem qualquer definição, como morrer ou ganhar na loteria.Quando se trata de como reagir, esse é um território desconhecido." Página 21
E é esse o momento em que ele a encontra na sua cama com Wade Boulanger, um astro de um popular programa matinal de rádio, onde ele fala de sexo, carros e dinheiro, um canalha profissional de marca maior, aquele típico macho alfa alto e de ombros largos. Como é que o Judd sabia de todas essas informações?! Ahh, eu não disse né, pois é, o Wade é meio que o seu chefe. Isso mesmo, o Judd é o produtor do programa dele. Bom, mais como era, após os fatos já descritos...do mesmo modo que a Jen era a sua esposa...ele tinha que se acostumar a dizer certas coisas no passado...
"Nunca se case com uma mulher bonita. Venere-as se não puder evitar, vá para a cama com elas se conseguir - afinal, todo mundo deveria ter conhecimento carnal da perfeição física, ao menos uma vez na vida -, mas tenha certeza de que casar com ela é uma roubada. Você nunca vai deixar de se sentir um penetra em sua própria festa. Em vez de se considerar sortudo, vai passar a vida tenso, esperando o punhal que há de perfurar seu coração como uma bala de revólver." Página 154
Dai ele imediatamente sai de casa e do trabalho e mergulha num modo de vida que ele mesmo chama de sobreviver, ele só está existindo, não vive mais. Quando a gente pensa que isso já o suficiente, eis que o seu pai, que já está há meses na UTI, morre.
"-Papai morreu - Diz Wendy sem a menor cerimônia, como se isso já tivesse acontecido antes, como se acontecesse todo dia. As vezes dá nos nervos esse jeito dela de nunca se abalar, mesmo diante da pior tragédia. - Faz duas horas.(...)-E a coisa só melhora - acrescenta Wendy.-Melhora? Meu Deus, Wendy, você ouviu o que disse?-Tudo bem, eu me expressei mal.-Jura? -Ele pediu que cumpríssemos a shivá.-Quem pediu?-De quem estamos falando? Papai! Ele queria que a gente cumprisse a shivá.-Papai morreu. (...)-Exatamente. Pelo visto esta é a ocasião ideal para isso.-Mas papai é ateu.-Papai era ateu.-Está me dizendo que ele aceitou Deus antes de morrer?-Não, estou dizendo que ele morreu e que você deveria conjugar o verbo no tempo correto."Págs 5 e 6
Já deu pra perceber o tipo de família do Judd né?! Ele tem a Wendy, sua irmã, mais dois outros irmãos e uma mãe que são mestres no uso profissional do sarcasmo para esconder os seus sentimentos. E também tem o fato de que eles não vão exatamente com a cara um do outro e não se veem a muito tempo, pelos fato de morarem um em cada canto dos EUA. 

Vocês sabem o que é a shivá? Deixa eu explicar: shivá vem do hebraico, não sei a palavra hehe, e significa sete, e esse é o nome dado no Judaísmo para se referir ao período de de sete dias de luto mantidos pela morte de uma pessoa próxima, nesse caso, o pai do Judd, que pediu o cumprimento da shivá. Dá pra imaginar a bagunça que essa família que se ama mas não se gosta exatamente vai fazer durante sete longos dias? Podem esperar muita confusão e reviravoltas ;)

Sete Dias Sem Fim é uma tragicomédia, é um livro ótimo, triste, engraçado que só não chamo de perfeito porque ele acabou muito cedo pra mim. Como vocês já perceberam, o livro é narrado pelo Judd, o que deixa a gente com todas as emoções à flor da pele, pois ele descreve tudo o que ele está sentindo e tudo o que está acontecendo de forma que a gente consegue visualizar as coisas até em detalhes gráficos, amei demais a escrita do Jonathan. 

Eu sofri junto com o Judd e até chorei, eu, pessoalmente, Fernanda Ohashi, abomino e não admito traição. Então a revolta que eu senti com a Jen, a mulher do Judd, foi muito grande, fiquei fora de mim enquanto eu lia, com sangue nos olhos!! Tava vendo tudo vermelho! HAHA o livro mexeu comigo a esse ponto. Queria bater em todo mundo por ele! Acho que depois dessa leitura, eu descobri que tenho que trabalhar melhor esse meu lado de perdoar e esquecer...Enfim! Esse foi o meu parágrafo-desabafo haha. Na contra-capa diz assim: "Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não." e eu só posso dizer que essa é a melhor definição dessa obra :)

Sete Dias Sem Fim (Skoob - Saraiva)
Autor: Jonathan Tropper
Editora: Arqueiro
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
N° de Páginas: 304

Beijos, Nanda.

7 comentários:

  1. Oi Nanda, já tinha visto a capa desse livro mas nunca tinha me interessado em ler sequer a sinopse. Porém, ele acaba de entrar pra minha lista de desejados rsrs Adoro comédias meios dramáticas e coisas do tipo. Também não aceito traição Nanda, acho que é imperdoável.
    Abraços ^-^

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  2. Oi, Nanda.
    Gostei da sinopse e da resenha. Adoro livros que emocionam! Fazem a gente se sentir tão viva, não é? :)

    Boas leituras.
    Beijo.

    navirj.blogspot.com.br

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  3. Oi amiga,
    Esse livro é ótimo (também concordo com o final um pouco sem final). Fiquei tocada e senti sentimentos controversos com tudo o que o Judd passou e também fiquei revoltada em muitas situações, ou seja, com sangue nos olhos kkkk. Morri de rir com as trapalhadas da família haha
    Recomendo muito o livro.
    bjs

    http://entrepaginasesonhos.blogspot.com.br/

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    1. Esqueci de falar mas não admito traição, é desprezível isso. Tenho dificuldade para perdoar também.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Eu nem imaginava que este livro fosse assim tão intenso, eu não tinha vontade de ler antes da sua resenha, agora quero sentir todas estas emoções também.

    Bjos!!
    Cida
    Moonlight Books

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  6. o livro parece ser muito bom, e sua resenha fez com que me interessa-se em lê-lo, porém a capa não chama muito a atenção, e acho que é por isso que até hj não tinha me interessado por ele

    bjo
    Pah
    dicalivros.blogspot.com

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