O aparelho (parte II)

20 setembro 2009

Eu sei que esse título não é coerente, haja vista que não houve nenhuma postagem com o título de “O aparelho (parte I)”, mas tudo bem, porque a parte I não foi muito interessante mesmo, foi quase monótona, tirando a parte de que doeu muito durante as duas semanas seguintes. Mas OK, vou começar a relatar os fatos. Eu nunca fui muito fã de dentistas sabe, devido a algumas experiências passadas com restaurações. Mas o fato é, em Julho, o meu tio que é dentista me disse que eu teria que usar aparelho de qualquer forma. E que era bom eu não adiar isso. Pois bem, eu coloquei o meu aparelho em cima, voltei pra Belém, e um mês e meio depois, eu procurei outro ortodontista para colocar o aparelho de baixo e fazer as demais manutenções (Eu só demorei tudo isso por orientação do primeiro ortodontista! Ah! Quem usa aparelho sabe como é! Continuando...). Chegando lá, na última sexta-feira, às dez da manhã, no terceiro andar do Palácio do Rádio, lá na Av. Pres. Vargas, eu meio que quase dei de cara com a porta, porque ela era de vidro, e eu estava sem os óculos, com pressa porque estava atrasada e porque eu sou atolada mesmo. Daí um cara abriu a porta pra mim, ele estava com uma cara estranha, talvez porque devia estar se segurando para não rir de mim na minha cara, porque uma coisa é você rir de uma pessoa, outra coisa é você fazer isso na cara dela, deixando-a completamente sem graça, coisa que todos nós fazemos com muita freqüência, é claro. Talvez porque era a cara dele mesmo. Então eu notei que o consultório não tinha uma recepção, ou uma pessoa para te atender, somente três portas fechadas e os assentos, para que as pessoas esperassem ser atendidas, provavelmente. Então eu, muito esperta, perguntei pro cara como que a gente fazia pra falar com a assistente do dentista, ou alguém. Daí ele me responde, como se eu tivesse feito a pergunta mais idiota do dia inteiro: “É só você passar na frente desse macaquinho aqui que ta aqui em cima da mesa, é claro, ele vai assoviar, e a moça vai vir lá de dentro para lhe atender.” Na mesma hora eu noto que realmente há um macaquinho de pelúcia em cima de uma mesinha, aquela que ficam as revistas pra gente ler enquanto espera, daí eu, pra provar que sou mesmo essa criatura completamente lesada que eu aparento ser, disse: “Ê! Mentira!”, daí ele não disse mais nada e ficou sério, e eu disse: “Sério mesmo?”, foi então que ele passou com a revista dele na frente do tal macaquinho e ele realmente assoviou, eu então me sentei, e não se passaram nem 30 segundos e a assistente do dentista de fato abriu a porta, perguntou meu nome, e pediu pra eu esperar pra ser atendida. E eu fiquei com a maior cara de lesa lá esperando, depois de agradecer o cara que me informou do sistema de atendimento diferente que eles adotaram lá. Bom, coloquei o aparelho e vim embora, a minha boca começou a sentir tudo apertado lá dentro, mas eu já esperava isso. O que eu não estava esperando era ver algo que me deixou completamente besta. Um Apolo. Sem exagero. Um espécime absolutamente perfeito de beleza masculina. Eu sigo meu caminho em direção ao elevador, aonde ele entra junto comigo, e enquanto ele me perguntava se eu ia pro térreo, em vez de responder como qualquer pessoa em seu juízo perfeito faria, eu só balancei a cabeça. Chegamos ao térreo, e aí Apolo sorri e abre a porta para que eu saia primeiro do elevador, e é aí que eu tropeço, por motivos que ainda são um mistério para mim, uma vez que não havia nada ali que pudesse me fazer tropeçar, então Apolo e todo mundo que está no hall de entrada, mais ou menos umas vinte pessoas, olham pra mim assustados, e então ele me ajuda a levantar e pergunta se eu estou bem, ao que eu respondo completamente zonza que sim, e agradeço pela ajuda. E digo que isso era normal. E aí essa criatura atolada que vos escreve aperta a mão do Perfeito Espécime de Ser Humano. Nunca mais vai lavar a mão direita. Então eu saí caminhando tentando aparentar que eu não tinha caído há cerca de um minuto atrás e fazendo tudo soar muito casual, é claro. Daí ele disse: “A gente se vê por aí”. Eu sorri e vim embora pra UFPA de novo. Então, imaginando de todas as formas que a Lei de Murphy não pode reger a minha vida durante todas as 24 horas do meu dia, eu esperei um dia melhor. E graças a Deus, foi uma ótima sexta-feira.
Por enquanto, é só.

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